Em junho a funkeira precisou se esconder embaixo do carro durante troca de tiros de bandidos na Linha Vermelha, no Rio.

Luciana TecidioDo EGO, no Rio

No dia 25 de junho de 2016, um sábado, quando passava de carro na Linha Vermelha, via expressa do Rio, ela presenciou uma troca de tiros entre bandidos. Para se proteger das balas, a funkeira se escondeu embaixo do veículo em que estava. Por sorte, nada aconteceu com ela. No entanto, os momentos de pânico vividos por Cariúcha foram traumáticos.

Após o ocorrido, a funkeira ficou com pavor de passar pela Linha Vermelha e começou a desenvolver a síndrome do pânico. Aconselhada por uma amiga, Cariúcha resolveu buscar ajuda com a psicóloga Miriam Pontes de Farias, pós-graduada em Hipnose Clínica.

Com a ajuda de um pêndulo, Miriam faz Cariúcha atingir um nível alto de relaxamento e nesse estado a faz relembrar o episódio vivido por ela. "Ao expor o problema, ela me força a trocar o pensamento negativo pelo positivo. Já estava desenvolvendo pânico e depois das duas sessões me sinto bem mais calma", contou Cariúcha.

Segundo Miriam o sentimento de medo é normal após um episódio de violência. “Em algumas situações a vítima pode desenvolver a síndrome do pânico e transtornos de ansiedade. O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) ocorre quando a pessoa passa por alguma situação traumática em que coloque em risco ou perigo a sua própria vida, ou até mesmo quando vivencia alguma cena real ou mesmo um relato de uma situação traumática com a presença de muito medo ou pavor. Tal situação geralmente provoca uma sensação de impotência ou horror", disse a psicóloga.

Foram prescritas para Cariúcha dez sessões de hipnose, mas a profissional explicou que dependendo do paciente, é possível se curar em apenas três idas ao consultório.

 

 

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