Tenho atendido muitos adultos que não tiveram o diagnóstico na infância e adolescência e descobrem tardiamente o diagnóstico de Autismo(TEA).

 

Ocorre que alguns deles eram considerados pessoas tímidas, excêntricas, esquisitas ou mesmo com outros diagnósticos psicológicos, como Fobia Social, Transtornos de Personalidade ou Esquizofrenia. Algumas delas sofreram bullying na infância ou adolescência ou tiveram algumas dificuldades de adaptação nessas fases e passaram por profissionais que não levantaram a hipótese de um TEA.

 

A verdade é que poucos profissionais no Brasil têm experiência com diagnóstico em adultos com autismo/TEA. E obviamente não se diagnostica algo que não se conhece. O adulto com TEA sempre foi deixado a um segundo plano. Entretanto, as crianças crescem. E ter um diagnóstico adequado é importante para que possam procurar orientações e mesmo tratamento adequado. Digo tratamento, pois por mais que muitos desses adultos se casem, façam faculdade, mestrado, tenham filhos, eles sofrem. Sim. Sofrem muito. Pois não se encaixam em um mundo que nos exige um padrão.

 

Frequentemente, ter esse diagnóstico, ainda que tardiamente é um alívio muito grande. Abre possibilidades, explica o que não era explicável, mostra que o que antes era dito “estranho, esquisito”, é uma condição reconhecida pela medicina e demais áreas e que há possibilidades sim de obter ajuda, engajar-se em um tratamento, ou simplesmente entender o porquê era tão diferente. Só o fato de entender essa diferença ja quebra barreiras, alivia a dor, a angústia e o sofrimento.

 

Na dúvida, procure um bom profissional com experiência na área. O diagnóstico ainda que tardio pode te oferecer muitas possibilidades! .

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