O primeiro like da história do Facebook foi dado no dia 9 de fevereiro de 2009. Anos depois, os números mostram o “curtir” como um dos maiores fenômenos culturais da atualidade. São mais de 1,8 milhão por minuto ou mais de 4,5 bilhões diários na rede social criada por Mark Zuckerberg. A moda se espalhou por outros sites. Por trás desse sucesso está a relação que os jovens desenvolveram com a ferramenta. Ter uma postagem curtida, assim como curtir algo postado por outra pessoa, é uma forma de ganhar reputação, repercussão. Você só existe se é curtido ou compartilhado. Esse tipo de sentimento já influencia a vida das pessoas.

 

O rótulo de "curtir" parece particularmente feliz se transposto para sua versão homófona em português: na “geração mimimi”, o que importa é o quanto você é amado. Se não é, vem o mimimi, o chororô e a pulsão de morte. Para escapar da autocomplacência, curtir-se é o primeiro passo para o sucesso.

 

Em um mundo de hiper-auto-expressão, diários públicos crônicos e outras formas de manifestações digitais, os pessoas estão criando um ‘eu’ público que talvez precise de mais validação do que o ‘eu’ verdadeiro”.

 

O vício por likes entre os jovens adulto, nos diz que se eles não recebem curtidas, postam outras imagens. Se nem assim conseguem respostas dos seguidores, perdem a autoconfiança e se sentem insatisfeitos com eles mesmos ou com seus corpos.

 

A explicação para essa compulsão por redes sociais está no cérebro. Mais especificamente no núcleo accumbens, região localizada na parte frontal inferior ligada à sensação do prazer, onde é liberado dopamina, substância liberada pelo cérebro que dá a sensação de prazer e de recompensa, quando recebem likes ou têm seus posts retuitados — efeito parecido com o da cocaína. Ao longo do tempo você precisa de mais e mais daquela substância para sentir a mesma coisa.

 

 

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