A psicanálise torna a vida mais simples. Adquirimos uma nova síntese depois da análise. A psicanálise reordena um emaranhado de impulsos dispersos, procura enrolá-los em torno do seu carretel. Ou, modificando a metáfora, ela fornece o fio que conduz a pessoa fora do labirinto do seu inconsciente. (Freud em entrevista à George Sylvester Viereck)

Lacan aborda a questão do desejo, combinando o discurso psicanalítico com o linguístico. Embora, em um sentido, amplie a teoria, também pode produzir um efeito redutor.
O mesmo Lacan, diferencia a necessidade, no nível biológico e etológico, do desejo, inscrito em um nível simbólico e imaginário. Deve-se distinguir o comer ou beber, como necessidade para sobreviver, do desejo de gozo oral que, em sentido estrito, não é satisfeito com o líquido que acalma a sede. Requer vinho, champagne ou Coca-Cola.
Gozo e prazer são categorias estritamente humanas do plano do desejo. Na demanda, pede-se reconhecimento e amor. Demanda do paciente de ser amado por seu psicanalista, de ser reconhecido em seu sintoma e em sua presença.
A ferida narcisista surge diante da frustração da demanda. Aparece a agressão.
Podemos tolerar muitas coisas, mas não suportamos não sermos reconhecidos. (André Lacerda - Psicanalista)

RESILIÊNCIA

A resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico. A American Psychological Association define resiliência como o “processo e resultado de se adaptar com sucesso a experiências de vida difíceis ou desafiadoras, especialmente através da flexibilidade mental, emocional e comportamental e ajustamento a demandas externas e internas”. Sabbag (2012) a define como: "resiliência é competência de indivíduos ou organizações que fortalece, permite enfrentar e até aprender com adversidades e desafios. É uma competência porque pode ser aprimorada: reúne consciência, atitudes e habilidades ativadas nos processos de enfrentamento de situações em todos os campos da vida".

A semente de um pinheiro contém, em forma latente, a futura árvore; mas cada semente cai em determinado tempo, em um determinado lugar, no qual intervém um determinado número de fatores, como a qualidade do solo, a inclinação do terreno, a sua exposição ao sol e ao vento. A totalidade latente do pinheiro reage a essas circunstâncias evitando as pedras, inclinando-se em direção ao sol, modelando, enfim, o crescimento da árvore. É assim que um pinheiro começa, lentamente, a existir de fato, estabelecendo sua totalidade e emergindo para o campo do real. Sem a árvore viva, a imagem do pinheiro é apenas uma possibilidade ou uma abstração. E a realização dessa unicidade no indivíduo é o objetivo do processo de individuação.

O Homem e Seus Símbolos - Carl Gustav Jung, Cap. 3, pag, 213, §3.

A sensação de estar "sem saída" pode demonstrar uma imobilidade de recursos psíquicos inconscientes que necessitam ser ativados. Muitas vezes, é na necessidade e no desespero que tais recursos tornam-se ativos. Por isso crescemos após cada momento difícil e, em geral, não passamos pelo mesmo sofrimento com a mesma intensidade.

-- Sylvia Labrunetti

Você sabia que não é preciso ser um “serial killer” para ser um psicopata? Algumas carreiras e ambientes profissionais estão favorecendo a ascensão profissional de pessoas com traços deste tipo de desvio de personalidade.

Você sabia que a alergia é uma reação anormal do organismo diante de substâncias que não geram problemas na maioria das pessoas ?

Quem é o alienador?

Na maioria das vezes, dado o elevado índice de guardas de menores concedidas às mães - cerca de 95 a 98% no Brasil, segundo dados do IBGE - , o alienador é a mãe, por ser a detentora da guarda monoparental, tem mais tempo para ficar com a criança, está movida pela raiva e ressentimentos pelo fim do relacionamento conjugal, e mistura sentimentos. Mas, o alienador pode ser também: avós, familiares, padrasto/madrasta, o pai, amigos, que manipulam o pai/mãe contra o outro para envolver o(s) filho(s) menor(es) na rejeição ao outro pai/mãe.

Amor e ódio são sentimentos necessários à convivência, à formação dos vínculos. É pelo amor que buscamos a união; é pelo ódio que consideramos o afastamento; unir e afastar são efeitos das emoções (emotionare = mover). A forma como vivenciamos cada um desses sentimentos é determinante da nossa capacidade de nos relacionarmos. Na intensidade do amor, chegamos a temer o que sentimos por medo (desejo) de nos perdermos no outro, ou de que o outro se perca em nós. Na intensidade do ódio, chegamos a imaginar a destruição do outro ou a nossa própria. Tanto o amor quanto o ódio exigem de cada um de nós a capacidade de lidarmos com nossa ambivalência: só conseguimos amar e odiar quando não vivemos esses sentimentos como derradeiros, definitivos, separados radicalmente. A possibilidade de reconhecermos nossas próprias atitudes e intenções agressivas só é possível quando mediamos a intensidade do nosso ódio e do nosso amor. Não é porque odiamos que a destruição real se concretizará; assim como não é porque amamos que poderemos nos fundir ao outro. Considerar que o objeto amado ou odiado sobreviverá apesar das nossas intensidades é fundamental para que tanto o amar quanto o odiar se façam experiências enriquecedoras da vida. O reconhecimento da nossa agressividade só é possível quando e se o objeto odiado sobrevive, e nos permite uma atitude de reparação das nossas faltas. Se o objeto não sobrevive ao ódio, a reparação não se torna possível; evitamos, recalcamos, recusamos o ódio; torna-se, então, impossível odiar e amar verdadeiramente. Recusamos, junto com o ódio, também o amor. Para sobreviver, o amor precisa do ódio e da reparação. É apenas quando amor e ódio se articulam em suas inseparáveis formas de manifestação que se torna possível enxergar "uma luz no fim do túnel". A saída dos conflitos emocionais exige de nós o reconhecimento da totalidade da natureza humana. A intensidade com que vivemos amor e ódio não precisa apagar nossa luz. (Evelin Pestana)

Podemos alcançar o amor produtivo ?

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