Experienciar algo constitui que um evento do passado é reexperimentado pelo suejito como se estivesse ocorrendo tudo de novo. Relembrar é meramente ser capaz de recordá-lo e descrevê-lo sem que se esteja totalmente envolvido nele.

Dependendo da situação, pode se trabalhar apenas com as lembranças, mas às vezes é muito útil o “experienciar”.

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Nós, os seres humanos, somos tão propensos a falsas memórias que às vezes elas podem ser induzidas por um simples comentário casual de alguém acerca de um incidente que não aconteceu na verdade e, com o tempo, essa pessoa pode "se lembrar" do incidente, esquecendo a fonte da lembrança, e em decorrência, ela vai confundir o evento imaginado com seu verdadeiro passado.

Para alcançar o desenvolvimento da positividade, se faz necessário condicionar os nossos pensamentos, para isso é necessário alguns exercícios de reflexões cognitivas, então busque praticar e refletir por 40 dias seguidos, pausar 10 dias e repetir mais 40 dias seguidos, os itens abaixo, para alcançar sua autorregulação emocional.

 

 

1) Esteja aberto a aceitar o momento presente.

 

NOTA:Você às vezes se sente sobrecarregado(a) com tantos estímulos, tantas coisas para fazer, mensagens para responder, telefonemas para dar, temas a pesquisar, tarefas diárias para dar conta? Essa sobrecarga de informações, o não conseguir se concentrar numa única tarefa e terminá-la, para só então começar outra, são fatores que nos mantêm em constante estado de alerta, ansiosos pelo que temos de fazer e o que deixamos de fazer, e que podem nos levar ao estresse crônico.

PORTANTO, para viver bem, é essencial vivenciar o “Aqui e Agora”, com verdadeiro senso de abertura e curiosidade. A consciência de que o presente é o único tempo em que realmente vivemos é importantíssima para uma vida plena.

DICA:pratique desta maneira – a) Habitue-se a perguntar o que está acontecendo com você neste exato momento. Não analise, apenas observe. Concentre sua atenção dentro de você. Sinta a sensação no corpo, a energia da emoção, observe os pensamentos; b) O que está acontecendo dentro de mim neste momento? Que tipo de pensamento a tua mente está produzindo? O que você sente? Dirija a atenção para o seu corpo. Existe alguma tensão?; c) Ao realizar a tarefa escolhida, observe, preste atenção em cada movimento, cada detalhe. Como você está nesse momento, o que essa tarefa gera em termos de sensações, emoções, pensamentos; d) Se a sua mente divagar (tenho certeza que vai!), traga-a gentilmente de volta para o processo, não importa quantas vezes isso aconteça. O importante é a sua consciência, sua atenção sobre o que está acontecendo, e) Quando você sentir algum desconforto, verifique que caminhos você está usando para evitar, resistir ou negar a vida, o Agora; f) Insista no processo. A prática faz a perfeição!

 

2) Crie conexões de alta qualidade, com engajamento respeitoso e apoio.

 

NOTA:A positividade modifica o conteúdo da mente e seus limites. Alarga as fronteiras e possibilidades vistas e torna-nos mais receptivos e criativos. Também transforma o futuro por construir recursos múltiplos e reservas, tais como resiliência e otimismo, sono mais tranquilo, e melhores conexões sociais com amigos e família, e ainda coloca freios na negatividade. Quando você está presente, você está dizendo às pessoas que você está aberto e disponível para elas. Você também está deixando que eles saibam que seus pensamentos, ideias e opiniões são importantes.

 

DICA:pratique desta maneira – a) no trabalho: uma troca positiva e otimista com um colega amigável pode começar bem seu dia de trabalho, mas uma saudação desatenta de outro membro da equipe pode reduzir seu nível de energia e diminuir seu entusiasmo; b) demonstre que está presente na vida das pessoas com a qual convive; c) seja presente e autêntico(a) e ouvindo ativamente os outros.

 

 

3) Cultive a bondade, atendendo às necessidades de outros.

 

NOTA:No momento que paramos de julgar, no instante em que aceitamos aquilo que é, ficamos livres da mente e abrimos espaço para o Amor, para a alegria e para a paz. Em primeiro lugar paramos de nos julgar, depois paramos de julgar os outros. O grande elemento canalizador para mudarmos um relacionamento é a completa aceitação do outro do jeito que ele é. Sem querermos julgar ou mudar isso. Portanto, ao entender isso você conseguirá praticar a bondade em sua plenitude, MAS ATENDER ÀS NECESSIDADES DO OUTROS SIGNIFICA SABER O QUE ELE PRECISA E DESCOBRIR SE VOCÊ PODERÁ AJUDAR, CASO CONTRÁRIO DIGA QUE NÃO PODE - UM NÃO TAMBÉM IRÁ AJUDAR O OUTRO.

 

DICA:pratique desta maneira – a) Quando parar para ouvir outra pessoa, não escute só com a mente, escute com todo o seu corpo, nesse momento já irá atender uma necessidade do outro a de ser ouvido(Você está dando à outra pessoa um espaço para ela ser. É o presente mais precioso que você pode dar a alguém).

 

 

4) Desenvolva distrações saudáveis, como ler etc., para quebrar a ruminação e excessiva negatividade.

 

 

5) Desafie os pensamentos automáticos negativos e avalie a evidência dos fatos.

 

NOTA:Pensamentos automáticos são um fluxo de pensamento que coexiste com um fluxo de pensamento mais manifesto. A maior parte do tempo mal estamos cientes destes pensamentos, embora com apenas um pouquinho de treinamento possamos facilmente trazer estes pensamentos à consciência. Exemplo: Ao atravessar a rua você, com certeza, olha para os dois lados, mesmo que esteja em rua de mão única. Isso porque, sem que você perceba, passa automaticamente a ideia que se deve olhar sempre para os dois lados antes de atravessar a rua. Muitos dos nossos pensamentos automáticos não causam problema algum, muito pelo contrário, precisamos de rapidez de raciocínio, e são os pensamentos automáticos que possibilitam isso. O problema aparece quando esses pensamentos automáticos não correspondem à realidade. Por exemplo, quando em depressão as pessoas costumam ter uma série de pensamentos automáticos negativos e falsos, como por exemplo: “Não adianta sair da cama, nada de bom pode acontecer na minha vida”.

 

DICA:pratique desta maneira – a) Desenvolver Diálogos Internos Construtivos, questionando os pensamentos se eles são reais de fato ou apenas imaginários; b) quando surgir um pensamento automático, questionar se ele acontece ou aconteceu na realidade.

 

 

6) Passe tempo perto da natureza, em uma praça, mata ou litoral, regularmente.

 

NOTA:A natureza é benéfica – até mesmo essencial – para a saúde humana. Psicólogos e pesquisadores de saúde estão encontrando cada vez mais motivos, apoiados pela ciência, pelos quais devemos passar algum tempo lá fora. Vários estudos mostram que as caminhadas pela natureza têm efeitos benéficos à memória que outros tipos de caminhada não trazem. Um estudo descobriu que a energia mental das pessoas se recuperava até mesmo quando eles apenas olhavam as fotos da natureza (imagens que retratavam cenas da cidade não causavam esse efeito). Ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental podem experimentar alívio depois de algum tempo ao ar livre – especialmente quando isso é combinado com o exercício. Um estudo descobriu que as caminhadas na floresta estavam associadas a diminuição dos níveis de ansiedade e mau humor, enquanto outro descobriu que caminhar ao ar livre poderia ser “úteis clinicamente como um complemento aos tratamentos existentes” para transtornos depressivos mais graves.

 

 

7) Aprenda quais são suas forças e utilize-as.

 

 

8) Medite em um ambiente tranquilo, respirando profundamente.

 

 

9) Reflita sobre as coisas boas ao seu redor.

 

 

10) Pratique a gratidão, com pessoas próximas.

 

 

11) Experiencie a positividade, saboreie os bons momentos da vida, quando você está bem.

 

 

12) Localize dentro de você sua fonte de positividade.

 

 

13) Procure e colecione, faça um projeto de montar portfólios de cada uma das dez emoções, uma por semana, que poderão conter fotos, cartas, frases, objetos com significado, reunidos em um álbum, ou blog. Os portfólios serão um documento do cultivo contínuo das emoções positivas e poderá ajuda-lo(a) a florescer.

 

 

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Ensinando regras e impondo limites com afeto e amor.

 

A prevenção de comportamentos indesejáveis, como birras, desobediência e agressividade, e a construção de habilidades sociais, começam quando a criança ainda é um bebê. Por meio de uma relação de afeto, carinho e cuidado. As regras e limites só serão internalizadas a partir deste vínculo.

 

Ambientes em que a criança não recebe afeto, atenção e carinho, ou em que os adultos são muito reativos a todos os comportamentos da criança, são propícios para que ela desenvolva comportamentos indesejados.

 

Assim como no comportamento de birra, a teimosia está ligada à autoafirmação.

 

Mas isso não significa que os pais não devam mostrar aos filhos os limites. É preciso apresentar a eles as regras que desejam ser cumpridas. Isso dá às crianças o princípio de realidade e contribui para que elas sejam adultos responsáveis e mais adaptados à sociedade.

 

Contudo, não basta ensinar uma vez e exigir que eles cumpram tais regras. É necessário que os próprios pais deem o exemplo daquilo que desejam dos filhos. Que falem a mesma língua, para não confundir o pequeno.

O isolamento social são fatores associados à FOBIA SOCIAL e ao TRANSTORNO DE PERSONALIDADE POR ESQUIVA, agora imaginemos essa situação de QUARENTENA o quanto isso irá se tornar reforçador para àqueles que já possuem, ou pior, para crianças que estão vivendo essa quarentena o quanto disso irá afetá-tas. Pois, são as experiências traumáticas que ensejam esses transtornos e quantas crianças estão sendo traumatizadas com a situação do COVID-19 ?. DEVO LEMBRAR QUE ESTÃO RELACIONADOS a FOBIA SOCIAL a brincadeira solitária. A situação momentânea irá produzir no mínimo crianças com um futuro com timidez social.

Franz Anton Mesmer - a Hipnose e a Psicologia

Por Victor Melo
Estudou psicologia na Universidade Estadual de Londrina e fez mestrado na Universidade Paulista Júlio Mesquita - UNESP-Assis. Colaborador do (En)Cena.
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As histórias e estórias sobre a hipnose e sua relação com a "terapêutica pela fala", e portanto com a Psicologia, são controversas. Giram em torno do incômodo da Psicologia, no uso da hipnose, de ficar a meio caminho das ciências duras, aquelas que supostamente possuem confiabilidade. (NEUBERN, 2006)
A hipnose surgiu no mesmo contexto do surgimento da ciência positivista e foi já de início considerada como um método menos científico uma vez que se constituía pela influência, que dependia (em seu início) das características do hipnotizador, o que se contrapunha e que se contrapõe ao pilar da neutralidade que sustenta a ciência dura e pressupõe (por vezes prega) a assepsia na relação entre quem aplica a ciência e quem a recebe, na posição de paciente e-ou sujeito experimental. (NEUBERN, 2006)
Raymond E. Fancher (1996) faz um apurado estudo histórico acerca da história da hipnose sobre o qual faço um pequeno resumo, apontando os fatos mais importantes com a tentativa de reconstruir, mesmo que en passant, a trajetória temporal entre os primórdios da hipnose e o seu uso na psicanálise por Freud e na Psicologia, por variados atores. Apenas como nota de esclarecimento, reconhece-se a importância da psicanálise como movimento instituinte da Psicologia Moderna, não legando-a, contudo, papel central em tal instituição.
 
Para Fancher, a hipnose, no mundo moderno, inicia-se juntamente à figura de Franz Anton Mesmer. No ano de 1775, o príncipe da Bavaria constitui uma comissão para investigar as ações de exorcismo do padre Johann Joseph Grassner (1727 - 1779). Grassner fazia rituais de exorcismo para curar pessoas e, quando suas ações não surtiam efeitos, ele encaminhava o moribundo a um médico. Em seu tempo, o padre gerou polêmicas, tanto dentro quanto fora da Igreja. Franz Anton Mesmer fez parte da referida comissão e tentou convencê-la de que as ações de Grassner tinham validade, explicando-as com base em sua teoria acerca do magnetismo animal. Sua tentativa não salvou o padre da condenação.
 
 
Johann Joseph Gassner
http://de.wikipedia.org/wiki/Johann_Joseph_Gaßner
 
 
Franz Anton Mesmer
http://www.chemheritage.org/discover/media/magazine/articles/29-3-mesmerized.aspx
 
Mesmer havia defendido o seu doutorado em 1766, na Universidade de Viena, com 32 anos, sob o título "Da influência dos planetas sobre o corpo humano". Em sua tese, nomeava de "magnetismo animal" à força existente no relacionar-se da matéria com o cosmos sendo, tal força, sujeita à manipulação humana por meio, dentre outros, de imãs.
Em 1773, Mesmer começou a tratar Francisca Oesterlin a qual sofria convulsões, espasmos de vômitos, inflamações intestinais, dificuldades para beber água, dores de dente e ouvido, alucinações, cegueira temporária, sensações de sufocamento e paralisias, conjunto de sintomas que foi chamado por Mesmer de "febre histérica". Ele iniciou um tratamento à base do uso de imãs no corpo de Francisca a qual entrava em um estado de crise convulsiva para, depois, aliviar-se de seus sintomas, temporariamente. A repetição do tratamento por diversas vezes parece ter curado a mulher.
Mesmer fez o mesmo com a garota Maria-Theresia Paradis, pianista cega desde os três anos. A verdade sobre esse caso parece não existir, mas pesquisadores indicam que, pelo menos temporariamente, Mesmer conseguiu curar a cegueira da menina e que, certamente, foi o caso que o estimulou a sair de Viena para Paris, pois, em seu desenvolvimento, foi acusado de charlatão.
Na França, Mesmer fez diversos tratamentos. Aprimorou sua técnica, fazendo tratamento coletivos em torno de um tubo onde supostamente havia fluido magnético com capacidade de curar. Mesmer tocava sua "glass harmônica" (instrumento inventado por Benjamin Franklin) numa outra sala, enquanto seus pacientes ficavam de mãos dadas em torno do tubo. Após criar uma mística, ele entrava com seu roupão lilás e tocava no corpo dos pacientes com o dedo. Alguns entravam em estados convulsivos e um deles, normalmente o que apresentava a "maior" crise, era levado a um quarto reservado, o "quarto da crise", recebendo tratamento especial de Mesmer. Pelo menos é assim como nos conta Fancher (1996).
 
 
O tubo e as sessões de Mesmer
http://www.conhecimentohoje.com.br/Aparelhos_maravilhosos.htm
 
 
Desenho da Glass Harmônica
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Glassharmonica.png
 
O relato acima parece mais uma caricatura. Se caricaturizado ou não, de qualquer maneira, o rei da França, em 1784, criou uma comissão para investigar os trabalhos de Mesmer. A comissão foi composta por, dentre outros, Benjamin Franklin (o criador da harmônica que Mesmer tocava com maestria), Joseph Guillotin (que sugeriu, no período da Revolução Francesa, o uso da guilhotina como forma de execução para as penas de morte) e Antoine Lavoisier (que perdeu a cabeça na guilhotina). (Notem como os destinos desses personagens selaram-se de maneira curiosa! - magnetismo?)
 
 
Benjamin Franklin
http://www.explicatorium.com/Benjamin-Franklin.php
 
 
Antoine Laurent Lavoisier
http://www.explicatorium.com/Antoine-Lavoisier.php
 
 
Joseph-Ignace Guillotin
http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph-Ignace_Guillotin
 
Os membros da comissão participaram das sessões de Mesmer e concluíram que, de fato, os pacientes sofriam efeitos (de cura inclusive), mas que tais efeitos eram decorrentes do poder de sugestionabilidade criado pelo contexto e por Mesmer, ao invés do suposto magnetismo animal, como apregoado pelo médico vienense. A comissão desacreditou, portanto, Franz Anton, mas seus discípulos continuaram a exercer a "curas pelo magnetismo".
Um de seus discípulos, Amand Marie Jacques de Chastenet, conseguiu levar um de seus pacientes a um estado de "crise" que, diferente das convulsões precipitadas nas sessões mesmerianas, caracterizava-se por uma paz, um transe em que a pessoa dormia, mas continuava a responder aos comandos do magnetizador. Chastenet chamou o estado de "sonambulismo artificial".
John Elliotsen (1791-1868), médico no Hospital da Universidade de Londres, tentou trabalhar com o mesmerismo como meio anestésico (não como discípulo, mas resgatando o quase esquecido legado de Mesmer). John não recebeu apoio da Universidade e demitiu-se como maneira de protestar. Em 1843, fundou o jornal Zoist sobre o tema "fisiologia cerebral, mesmerismo e suas aplicações ao bem-estar humano". Foi chamado de profissional "pária" pelos conselhos médicos da época.
Em 1842, W. S. Ward, médico inglês, afirmou ter feito uma cirurgia de amputação de perna usando o mesmerismo. A Sociedade Real de Medicina posicionou-se incrédula diante da afirmação de Ward.
O escocês James Esdaile foi o primeiro a usar o mesmerismo em larga escala e de maneira experimental, tabulando os dados. Operou mais de 300 pacientes no final da década de 1840. A maior parte dessas cirurgias foi de retirada de tumores no escroto, cirurgia considerada de risco para época, com um índice de mortalidade de 50%. De acordo com os dados de Esdaile, ele conseguiu diminuir o índice para 5% com o uso do mesmerismo. Também foi desacreditado.
Somente após os estudos do escocês James Braid foi que o mesmerismo conseguiu, novamente, um lugar dentro do meio científico. Braid estudou a insensibilidade à dor induzidas pelo mesmerismo e deu créditos à técnica após perceber que a pupila dos pacientes, em estado de transe, continuavam dilatadas, mesmo após forçar a abertura dos olhos do paciente. Braid, em seus estudos, associou os estados de transe à sugestionabilidade do paciente e não a um suposto fluido manipulado pelo magnetizador. Isso permitiu dar mais créditos à técnica uma vez que resolvia o problema da influência do magnetizador, fator importante numa ciência que se construía sobre o pilar da imparcialidade. Além disso, o que antes chamavam de mesmerismo, Braid chamou de neurohipnologia: hypnos, palavra grega que significa "dormir" e neûron, palavra grega que significa nervos. Hoje, a técnica é conhecida por "hipnose".
 
 
 
De Braid a Freud, a hipnose desenvolveu-se em meio às divergências entre o que foi chamado de a "Escola de Nancy" (referente ao conjunto dos trabalhos e escritos de Auguste Ambroise Lièbeault [1823 - 1904] em torno da hipnose e de seus sucessores, como Hyppolite Bernheim) e a "Escola de Sapetrière".
Hyppolite de Bernheim, de acordo com os estudos de Neubern (2006), buscou a junção da comunicação humana com os mecanismos cerebrais que fossem capazes de transformar a sugestão em processo de cura, de melhora, de soluções e etc. Dessa forma, colocava como ponto central da terapêutica psicológica a relação estabelecida entre o "cuidador" e seu paciente e o papel ativo do paciente em seu processo de cura. Sobre o projeto de Bernhein, Neubern afirma: "Natureza e espírito estavam novamente sendo conciliados dentro de um projeto científico" (NEUBERN, 2006, p.349).
Por outro lado, na Escola de Salpetrière, destacou-se os trabalhos de Jean Baptiste Charcot que, contrariando a concepção da escola de Nancy, encarava a hipnose como um sintoma da histeria e não como uma característica humana a ser usada no processo terapêutico.
Foicom Charcot que Freud, nos anos de 1885 e 1886, desenvolveu estudos e concepçoes acerca do que no meio acadêmico chamava-se de histeria e sobre o uso do método hipnótico em seu tratamento. Fulgêncio (2002) apresenta um relato sobre a passagem de Freud em Paris. Ressalta-se que Freud recebeu influência tanto de Charcot quanto de autores da Escola de Nancy, como Hippolyte Bernheim (foi professor de Freud) e, assim, pôde, pelo menos de início, usar e desenvolver o método hipnótico, mesmo considerando que sua eficácia estava aquém de uma clínica resolutiva.
Neubern (2006) mostra que a hipnose foi abandonada por Freud e que sobre ela pairou uma espécie de maldição, de silenciamento. Aliás, a história da hipnose, como se vê, é polêmica desde seu início, desde os trabalhos do padre Grassner e da comissão da qual Mesmer participou. O distanciamento da psicanálise com relação à hipnose, deveu-se ao fato de Freud e demais criadores da psicanálise buscarem maior credibilidade uma vez que a hipnose possuía e ainda possui relações com o mesmerismo, descreditada cientificamente. Contudo, Neubern conclui que a hipnose, no desenvolvimento da psicanálise, e portanto da Psicologia (mesmo que diferentes, modificantes uma à outra), não foi apenas abandonada, mas foi também censurada. O que nos leva a questões que vão além da validação ou não do conhecimento, pois abrangem uma Ética do pensar.
Levando em consideração o percurso histórico da hipnose e sua estreita relação com o nascimento e o desenvolvimento da Psicologia chamada Moderna, torna-se importante aprofundar os estudos acerca da história dessa relação, recontá-la nas muitas maneiras possíveis. O questionamento acerca da história é um dos motores do desenvolvimento da Psicologia. Neubern (2006) nos deixa uma questão que considero fundante e, por isso, a deixo aqui como encerramento desse texto: como uma ciência, como a Psicologia pode se desenvolver sem poder voltar às suas origens?
 
Referências:
FANCHER, Raymond E. Early hipnotists and the Psuchology of social influence. In: Pioneers of Psychology, Third Edition, W.W.Norton & Company, Inc. NY - London. 1996.
FULGÊNCIO, Leopoldo. A compreensão freudiana da histeria como um reformulação especulativa das psicopatologias. In: Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, ano V, n. 4, dez/2002.
NEUBERN, Maurício da Silva. Hipnose e Psicologia Clínica - retomando a história não contada. In: Psicologia: Reflexão e Crítica 19(3) - p.346-354, 2006

 

Por José Henrique P. Silva

In: FREUD, Sigmund. Obras Psicológicas Completas: edição standard brasileira. Volume I – Publicações Pré-Psicanalíticas e Esboços Inéditos (1886-1899), pág. 155-170.

Este artigo veio à luz quase exatamente na mesma época da “Comunicação Preliminar” de Breuer e Freud, e serve como uma ligação entre seus escritos sobre hipnotismo e aqueles que abordam a histeria, assunto pelo qual Freud começava a se interessar.

"Nem todas as pessoas são capazes da atitude humorística. Trata-se de um dom raro e precioso, e muitas sequer dispõem da capacidade de fruir o prazer humorístico que lhes é apresentado." (Freud - "O Humor")

FÚRIA NARCÍSICA

A fúria narcísica pode variar desde dar de ombros friamente e o uso da agressividade passiva (silêncio injustificado e cara fechada) a episódios violentos. A fúria narcísica pode ser desencadeada por inúmeros motivos que façam com que o narcisista se sinta de alguma forma confrontado. Isso para ele é um ataque e usará a fúria narcísica para "dar o troco".

Vale lembrar, narcisistas criam uma dependência em suas vítimas para que todo o mundo do parceiro gire em torno do narcisista. Se o narcisista de repente retira afeto ou deliberadamente não presta atenção ao parceiro, estes comportamentos podem ter efeitos devastadores para a pessoa na ponta receptora. Somente quem já tiver sofrido isso, poderá saber o quão profundamente isso pode machucar.

Ao mesmo tempo, o narcisista também pode até planejar como se vingar da pessoa que ousou "desafiá-lo". Assim, a pessoa recebe o dobro do castigo ...!

Na outra extremidade deste espectro, está a violência, que pode ser verbal, sexual ou física. Narcisistas malignos com raiva jogam coisas pela casa, quebram itens, móveis, portas e paredes. Como isso não basta para extravasar sua fúria, agredir fisicamente aquele que o "atacou" também é bastante comum.

A violência verbal, no entanto, é uma especialidade deles. Eles sabem como fazer com que uma pessoa se sinta instantaneamente com cerca de 2 centímetros de altura. Eles vão direto aos pontos mais fracos, usam suas confidências, medos, complexos, traumas e se não encontram pontos fracos, apelam para ofensas que nada têm a ver com sua conduta real (você é vagabunda, tem amantes, você é drogado, bêbado, você faz tratamento psiquiátrico, etc), pois não têm nenhum problema em jogar sujo.

O nome da autora é Lucy Rocha, administradora dapágina Relaçoes Tóxicas, advogada e Personal Coach.

 

www.hipnose-psicanalise.com.br 

Método psicanalítico em que se faz uso da hipnose. O transe hipnótico é um estado de consciência de atenção profunda no qual o individuo prioriza uma percepção e neutraliza as outras. Até ignorando o que ocorre em sua volta.

"A aparência eventual de sono é ilusória e não constitui atributo obrigatório do transe hipnótico, que pode estar presente e efetivo em alguém, sem ser reconhecido. É errônea a idéia, ainda vulgarizada, de que o hipnotizado fique inteiramente sob o domínio do hipnotizador. Só é capaz de ser subjugado por um hipnotizador quem for suscetível de ser dominado por qualquer outro modo de sugestão.

Na clínica, a rigor, o que se consegue sob Hipnose também pode ser obtido sem ela, embora, em alguns casos, de maneira muito mais difícil, como o afloramento de traumas recalcados ou de disposições inatas ainda não conscientizadas. Devido a isto, a Hipnose tornou-se excelente coadjuvante e facilitador da atividade psicoterapêutica em geral, qualquer que seja seu fundamento teórico ou procedimento técnico.

Hoje, pelo reconhecimento e aceitação, a Hipnose representa ajuda ao acesso e manejabilidade dos estados de consciência e seus conteúdos. Um número crescente de psicanalistas tem retornado a ela nas psicoterapias, que não têm de renegar, por isso, os conceitos teóricos que as orientam. Estes são um roteiro. E a hipnose, um dos principais veículos ao seu alcance prático.

Na psicoterapia, cada cliente apresenta desdobramentos diversos pelo caráter único da mente de cada pessoa, com sua estrutura inata inconfundível e as experiências vividas. O emprego do transe hipnótico, hoje, nas psicoterapias, talvez seja verdadeiro modelo de "retorno do recalcado". No campo da ciência, vale a pena deter-se o bastante para apurar o antigo à luz daquilo que se renova, para auferir o lucro daí resultante.

Os conceitos válidos no campo da psicoterapia se enriquecem pela prática clínica, em sua aliança com o transe hipnótico. Há interesse legitimo em poder comparar o conteúdo daquilo que se chama de "inconsciente" e do que a "plena consciência" nos oferece em suas manifestações comuns e no estado de transe. O todo é precioso e amplo domínio de pesquisa e prática. Sua indagação científica inclui as experiências de laboratório, as vivências espontâneas e os fatos clínicos.​"

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