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O quê é psicopatia ? HIPNOSE

A psicopatia é considerada um tipo de comportamento social em que os sujeitos são carecidos de consciência moral, ética e humana, têm atitudes descompromissadas com o outro e com as normas sociais, caracterizam-se por uma deficiência significativa de empatia.
Ao pensarmos em psicopatia, temos a ideia de que as pessoas que possuem esse perfil exibem comportamentos, traços e atitudes característicos e que seria muito fácil reconhecê-los na prática. Entretanto, os psicopatas enganam e representam situações de forma muito bem articulada, passando despercebidos aos olhos da sociedade.


A psicopatia é um tema muito significativo no campo da psicologia forense, já que seus portadores estão quase sempre envolvidos em atos criminosos ou em processos judiciais. Essa terminologia é a mais habitual e conhecida no senso comum, mas pode receber outras designações, bem como sociopatia, personalidade antissocial, personalidade psicopática, personalidade dissocial, dentre outras.
Os indivíduos que desenvolvem esse comportamento são desprovidos de culpa, remorso, sensibilidade e senso de responsabilidade ética, são pessoas de todos os extratos sociais, homens, mulheres que estão infiltrados nos mais diversos contextos culturais e sociais.
Os psicopatas possuem níveis de agravamento, dentre eles: leve, moderado e grave. Podem cometer desde atos menos danosos, pequenos golpes ou roubos, até um perfil que utiliza métodos mais brutais e violentos, podendo empreender crimes hediondos de alta complexidade.
Àqueles sujeitos com tendência psicopática possuem uma deficiência significante de empatia, isto é, não têm capacidade de se colocar no lugar do outro; são indiferentes aos sentimentos e sofrimentos de outrem, não se sentem constrangidos ao mentir e não sentem nenhum remorso ao serem desmascarados.
A psicopatia é utilizada para especificar um constructo clínico ou uma forma específica de transtorno de personalidade antissocial que é prevalente em pessoas que cometem uma variedade de atos criminais e comumente se comportam de forma irresponsável.
Conquanto os termos psicopatia e transtorno de personalidade antissocial estejam relacionados, esses constructos possuem muitas diferenças que devem ser ressaltadas. O transtorno de personalidade antissocial está presente no Manual de diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais-IV (DSM-IV TR) e na Classificação Internacional de Doenças (CID-10). A psicopatia não está incluída em nenhum desses manuais, o (DSM-IV) apresenta o transtorno de personalidade antissocial ressaltando os critérios comportamentais, no entanto, a psicopatia não é só desenvolvida por questões comportamentais, mas também interpessoais e afetivas.
O DSM-IV TR utiliza critérios para classificar um indivíduo como portador de personalidade antissocial: incapacidade de se adequar às normas sociais; propensão para enganar, usar nomes falsos ou ludibriar os outros; impulsividade ou fracasso para fazer planos para o futuro; instabilidade e agressividade; desrespeito irresponsável pela segurança própria ou alheia; irresponsabilidade consistente; ausência de remorso.
A psiquiatria forense não distingue a psicopatia na visão tradicional de doença mental, visto que o sujeito não apresenta nenhum tipo de desordenação, desorientação ou desequilíbrio, ou seja, não manifestam nenhum tipo de sofrimento psicológico.
Esse tipo de transtorno específico de personalidade é caracterizado por uma insensibilidade aos sentimentos alheios. Quando o grau dessa insensibilidade se apresenta elevado, levando o indivíduo a uma acentuada indiferença afetiva, ele pode adotar um comportamento criminal recorrente e o quadro clínico de transtorno de personalidade assume o feitio de psicopatia.
A psicopatia é entendida atualmente no meio forense como um grupo de traços ou alterações de conduta em sujeitos com tendência ativa do comportamento, tais como avidez por estímulos, delinqüência juvenil, descontroles comportamentais, reincidência criminal, entre outros. É considerada como a mais grave alteração de personalidade, uma vez que os indivíduos caracterizados por essa patologia são responsáveis pela maioria dos crimes violentos, cometem vários tipos de crime com maior freqüência do que os não-psicopatas e, ainda, têm os maiores índices de reincidência apresentados.
Para avaliar e diagnosticar um indivíduo com característica psicopata é necessário ter consciência de quão complexo é esse fenômeno. Robert Hare, um dos principais especialistas em psicologia moderna dando ênfase na psicopatia, criou um método de operacionalização desse tema através do inventário da psicopatia.
Embora esse não seja o método único de avaliar a psicopatia o PCL-R tornou-se a medida padrão de conhecimento. O PCL-R compõe-se de 20 itens que podem ser divididos em dois grupos. Os psicólogos forenses são responsáveis por marcar as alternativas que estão presentes e identificar se o sujeito apresenta características significativas de psicopatia.
Muitas discussões foram consideradas a respeito da recuperação dos psicopatas, porém, ainda não existem comprovações tão efetivas que afirmem com precisão que eles podem, de fato, se recuperar após um tratamento psiquiátrico ou psicológico.
Os psicopatas não tinham a capacidade formar vínculos emocionais para uma terapia efetiva e, portanto, não se beneficiaram dela.
Os psicólogos forenses proporcionam questionamentos sobre se é realmente possível tratar indivíduos nessa condição, por existir essa crença tão arraigada de que os psicopatas têm uma deficiência na capacidade de formar vínculos, o que, consequentemente, impossibilita em resultados positivos no processo terapêutico.
Um estudo com 80 prisioneiros federais inscritos em um programa de tratamento. Seus resultados mostraram com consistência que os psicopatas demonstravam menor melhora clínica, eram menos motivados e abandonavam o programa antes dos não psicopatas.
Poderá haver expectativas vindouro, já que vários profissionais especializados se detém em pesquisar estratégias que poderão dar uma visão mais abrangente do caso, apontado componentes para o manejo e reinserção desses indivíduos no meio social.
Os estudos revisados nesse artigo nos possibilitam ter uma informação mais penetrada do conceito de psicopatia que se inter-relaciona com o transtorno de personalidade antissocial, no entanto, possui suas particularidades. É oportuno destacar que os processos de avaliação são instrumentos que identificam através de pesquisas os fatores subjacentes que aumentam o nosso conhecimento sobre a área. E os métodos de tratamentos psicológicos, biológicos ou medicamentos ainda não mostraram resultados eficazes na possível recuperação dessas pessoas. A psicopatia é um dos problemas mais importantes do sistema judicial e utiliza a psicologia forense para auxiliá-la no esclarecimento e discussão do comportamento desse homem que para muitos ainda é uma incógnita.