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O hábito

o hábito é um pensamento ou uma ação que executamos sem estarmos cientes e conscientes.

O mau-humor

O mau-humor de algumas pessoas é surpreendente... e danoso!... (principalmente para si mesmas). Enquanto que a delicadeza de outras é impressionante, notável... e benéfica!... (principalmente, para si mesmas). Muito do modo de ser, pensar, sentir e ver o mundo se traduz através do uso que cada sujeito faz das palavras, ou das particularidades, do tom , dos matizes do próprio discurso. E isso, ou isto que se dá, muitas vezes retorna, respingando e voltando para quem oferta, neste vaivém de energias e significações vitais.

(Ana Luisa Kaminski)

Por que da Psicanálise?

Hoje...
Lendo Elisabeth Roudinesco (Por que da Psicanálise? – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000), e como gosto de aforismos belos, resumo (defino, afinal, num aforismo) essa sua magnífica obra em uma única FRASE perfeita (me doou um aforismo um pouco maior)...
“...a psicanálise restaura a ideia de que o homem é livre por sua fala e de que seu destino não se restringe a um ser biológico. Por isso, ela (a psicanálise - grifo meu) deverá conservar integralmente o seu lugar, ao lado das outras ciências, para lutar contra as pretensões obscurantistas que almejam reduzir o pensamento a um neurônio ou confundir o desejo com uma secreção química” (Roudinesco, E.).

Muito lindo isso...

O desejo SEMPRE terá suas cores, suas músicas e seus sentimentos sentidos...
Viva!

(Marcos Castro)

Não necessitamos apenas de cuidados básicos

Não necessitamos apenas de cuidados básicos quanto à função orgânica mas precisamos estar com outros. Precisamos olhar e sermos olhados, precisamos do outro para crescer sadios física e psiquicamente. (Andreneide Dantas)

O que um dia dominou a vida de vigília

O que um dia dominou a vida de vigília, quando a psique era ainda jovem e incompetente, parece agora ter sido banido para a noite...o sonho é o ressurgimento da vida anímica infantil já suplantada.

-- Freud

A sensação de estar "sem saída"

A sensação de estar "sem saída" pode demonstrar uma imobilidade de recursos psíquicos inconscientes que necessitam ser ativados. Muitas vezes, é na necessidade e no desespero que tais recursos tornam-se ativos. Por isso crescemos após cada momento difícil e, em geral, não passamos pelo mesmo sofrimento com a mesma intensidade.

-- Sylvia Labrunetti

É com a falta que se ama

É com a falta que se ama. Quem não tem falta não ama. O amor gira em torno da falta imaginária, e é nesse ponto que se aloja o objeto de amor.

Para Lacan, o amor é o encontro de dois saberes inconscientes. Amar é dar o que não se tem a quem não o é, isto é, ama-se um ser para além do que ele parece ser. O amor é dar o que não se tem, e só se pode amar fazendo-se como se não se tivesse, mesmo que se tenha. O amor como resposta implica o domínio do não ter. Dar o que se tem é a festa; não é o amor. O que se busca no amor é a parte para sempre perdida de si mesmo, constituída pelo fato de que ele não passa de um vivente sexual, mortal.

Para Lacan, o amor é um acontecimento particular que ocorre a um sujeito frágil, falível e que é incitado à particularidade do seu ser na convivência com o outro. Trata-se de um objeto imaginarizado, que vem ocupar o lugar do vazio da falta. Supor que alguém tenha em si algo precioso que possa preencher o que lhe falta, leva o amante em direção ao amado. O amante espera do amado a possibilidade de recuperar a totalidade onde nada falta. Assim, amar é reconhecer e exaltar no outro o que ele próprio denega, olha e não pode ver. (Jorge Sesarino)

O aparelho psíquico

O aparelho psíquico é responsável por transformar as energias. Ele é controlado pelo princípio do prazer e pelo princípio do desprazer. Quando há o aparecimento do desejo que age como um estímulo, há um acúmulo de energia que causa desprazer. O ato mental projeta-se em atos motores, que quando realizados geram um alívio (prazer), mas se o aparelho psíquico não consegue cumprir sua função realizando um ato motor referente ao desejo/necessidade, a libido acumulada tem sua descarga deslocada para um sintoma. (Wally Martins)