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O centro do autoconceito é a autoestima

O centro do autoconceito é a autoestima. No centro da nossa composição psicológica está a nossa autoestima. A melhor definição de autoestima é o quanto você gosta de si mesmo. O quanto você gosta de si mesmo é o fator determinante principal no seu desempenho e eficiência em tudo o que você faz.

Quando alguém está confuso

Quando alguém está confuso, sofrendo e gozando com o seu "sintoma" ( que pode ser representado num rol infindo de manias, medos, doenças e dores), deveria se perguntar, com simplicidade e profundidade: "O que eu realmente desejo?"

O psicanalista deve constantemente analisar a si mesmo.

O psicanalista deve constantemente analisar a si mesmo. Analisando a nós mesmos, ficamos mais capacitados a analisar os outros. O psicanalista é como o bode expiatório dos hebreus. Os outros descarregam seus pecados sobre ele. Ele deve praticar sua arte à perfeição para desvencilhar-se do fardo jogado sobre ele. (Freud em entrevista à George Sylvester Viereck)

Hipnoanálise

Método psicanalítico em que se faz uso da hipnose. O transe hipnótico é um estado de consciência de atenção profunda no qual o individuo prioriza uma percepção e neutraliza as outras. Até ignorando o que ocorre em sua volta.

"A aparência eventual de sono é ilusória e não constitui atributo obrigatório do transe hipnótico, que pode estar presente e efetivo em alguém, sem ser reconhecido. É errônea a idéia, ainda vulgarizada, de que o hipnotizado fique inteiramente sob o domínio do hipnotizador. Só é capaz de ser subjugado por um hipnotizador quem for suscetível de ser dominado por qualquer outro modo de sugestão.

Na clínica, a rigor, o que se consegue sob Hipnose também pode ser obtido sem ela, embora, em alguns casos, de maneira muito mais difícil, como o afloramento de traumas recalcados ou de disposições inatas ainda não conscientizadas. Devido a isto, a Hipnose tornou-se excelente coadjuvante e facilitador da atividade psicoterapêutica em geral, qualquer que seja seu fundamento teórico ou procedimento técnico.

Hoje, pelo reconhecimento e aceitação, a Hipnose representa ajuda ao acesso e manejabilidade dos estados de consciência e seus conteúdos. Um número crescente de psicanalistas tem retornado a ela nas psicoterapias, que não têm de renegar, por isso, os conceitos teóricos que as orientam. Estes são um roteiro. E a hipnose, um dos principais veículos ao seu alcance prático.

Na psicoterapia, cada cliente apresenta desdobramentos diversos pelo caráter único da mente de cada pessoa, com sua estrutura inata inconfundível e as experiências vividas. O emprego do transe hipnótico, hoje, nas psicoterapias, talvez seja verdadeiro modelo de "retorno do recalcado". No campo da ciência, vale a pena deter-se o bastante para apurar o antigo à luz daquilo que se renova, para auferir o lucro daí resultante.

Os conceitos válidos no campo da psicoterapia se enriquecem pela prática clínica, em sua aliança com o transe hipnótico. Há interesse legitimo em poder comparar o conteúdo daquilo que se chama de "inconsciente" e do que a "plena consciência" nos oferece em suas manifestações comuns e no estado de transe. O todo é precioso e amplo domínio de pesquisa e prática. Sua indagação científica inclui as experiências de laboratório, as vivências espontâneas e os fatos clínicos.​"

Os "briguentos" BORDERLINE

Os "briguentos" BORDERLINE...

O Transtorno de Personalidade Limítrofe, também muito conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), é definido como um grave transtorno de personalidade caracterizado por desregulação emocional, raciocínio extremista (cisão) e relações caóticas. O termo "borderline" (limítrofe) deriva da classificação de Adolph Stern, que descreveu esta doença, na década de 1930, como uma patologia que permanece no limite entre a neurose e a psicose.

Pessoas com personalidade limítrofe podem possuir uma série de sintomas psiquiátricos diversos, como problemas de identidade e humor instável e reativo, assim como sensações de irrealidade e despersonalização. Com tendência a um comportamento briguento, também sofrem de impulsividade (sobretudo autodestrutiva), são manipulativas e chantagistas, apresentam conduta suicida e sentimentos crônicos de vazio e tédio. Também podem transformar problemas mínimos em causas extremas (envolvendo até autoridades), requerer atenção em demasia, fazer falsas acusações e apresentar comportamento narcisista. Pessoas assim são aparentemente vistas como "rebeldes", "problemáticas", geniosas e temperamentais.

O TPL é frequentemente confundido com depressão, transtorno afetivo bipolar ou algum tipo de psicopatia, e é considerado um dos mais complicados transtornos de personalidade, com grande dificuldade de tratamento. É um grave distúrbio que afeta seriamente toda a vida da pessoa, causando prejuízos significativos tanto a si própria quanto às pessoas próximas. Frequentemente precisam estar medicadas com algum tipo de psicotrópico (como antidepressivos) para evitar um descontrole emocional intenso.

Os sintomas aparecem durante a adolescência e se concretizam nos primeiros anos da fase adulta (em torno dos 20 anos), persistindo geralmente por toda a vida. A fase inicial pode ser desafiadora para o paciente, seus familiares e terapeutas, porém na maioria dos casos a severidade do transtorno diminui com o tempo. Como os sintomas tornam-se perceptíveis principalmente na adolescência, a família dessas pessoas costuma supor que a rebeldia, a impulsividade, o descontrole emocional, a instabilidade e a diferente percepção de valores são típicas da idade, não fazendo ideia de que estão diante de um distúrbio grave.

As perturbações sofridas pelos portadores de TPL alcançam negativamente várias facetas psicossociais da vida, como as relações no ambiente escolar, no trabalho e na família. Envolvimento com drogas, comportamentos de risco, imprevisibilidade, problemas na vida sexual, tentativas de suicídio e suicídio consumado são possíveis resultados sem os devidos cuidados e terapia. A psicoterapia é indispensável e emergencial.

A respeito das causas, a maioria dos estudos indica uma infância traumática (abuso sexual, outras formas de abuso, família disfuncional, separação dos pais, ou a soma desses e outros fatores) como precursora do TPL – ainda que alguns pesquisadores apontem uma predisposição genética – além de disfunções no metabolismo cerebral. Estima-se que 2% da população sofra desse transtorno, com mulheres sendo mais diagnosticadas do que homens.

Somos sujeitos constituídos narcisicamente

"Somos sujeitos constituídos narcisicamente justamente porque tivemos mãe na primeira infância, a partir daí, passamos a existir e a ser objeto do desejo dela. Na análise precisamos existir donos de nosso próprio desejo e para isso precisamos resolver os pais do Édipo (matá-los SIMBOLICAMENTE). Só que quando damos conta do nosso próprio desejo, abalamos toda a estrutura familiar. Quando o paciente é adulto, tudo bem; mas quando é criança ou adolescente, além de lidarmos com o sujeito em questão, temos que lidar com o sujeito pagante." (Ana Scheer)

Pedra que não rola cria lodo e limo. É preciso o movimento.

Pedra que não rola cria lodo e limo. É preciso o movimento. E movimento implica MUDANÇA. Se você se movimenta para a direita ou para a esquerda, você muda não somente o eixo de seu corpo como também coisas outras que os olhos, em outra posição, não enxergava. E estou falando mais da vida subjetiva do que das coisas objetivas, pois as objetivas são muito óbvias. Todos são capazes de enxergar um obstáculo de pedra ou madeira à sua frente, mas poucos conseguem enxergar obstáculos dentro do coração e dentro da alma. E são esses os verdadeiros obstáculos que impedem o movimento e, consequentemente impedem também a mudança. Se você não se movimenta, a capacidade de mudança é quase nula. E se você não muda, você não percebe as correntes que o prendem, os laços que estão frouxos demais, o que precisa de mais atenção e o que já tomou tempo além do necessário. E mais uma vez aqui, não falo das mudanças mundanas e cotidianas. Essas todos nós fazemos desde que nascemos. Na verdade não há muito mérito nosso em fazê-las, pois esta é uma condição da vida. E sendo condição da vida, todos os viventes estão sujeitos a elas. O mérito genuíno aparece quando paramos para mudar o que há dentro de nós. O que nos faz feliz, o que não está mais nos fazendo feliz, o que precisa de uma boa reforma e o que não serve mais e precisa ser jogado fora. O movimento de dentro é o movimento que realmente nos traz méritos, pois é ali que podemos mudar de verdade, é ali que somos de verdade. Por fora??? Somos apenas o que já somos - ou não - por dentro. Movimente-se, desate os nós, arrebente as correntes, refaça os laços. A vida é por dentro.

(Veruska Queiroz, in: Vida em movimento)

Trilhar o caminho do autoconhecimento

Trilhar o caminho do autoconhecimento não é fácil, pois para isso é preciso enfrentar as próprias dores e fantasmas. Muito mais confortável, portanto, é colocar uma venda na alma e mascarar a própria verdade. Mas quem não se conhece, não sabe do que é capaz! (Wally Martins)

Um psicanalista deve também saber olhar

Um psicanalista deve também saber olhar, e não apenas escutar. Pois é ali nesse centro, nessa cena íntima, que o analista pode incluir-se. Com efeito, é desenvolvendo uma visão mental concentrada nesse ponto que o clínico tem a oportunidade de apreender uma das causas profundas do sofrimento daquele que o consulta. Portanto, podemos dizer que o analista forja em seu espírito a fantasia de seu paciente. Identifica-se então com um dos personagens da cena, até sentir o que ele sente. (Nasio)

O fenômeno da fantasia

O fenômeno da fantasia é um dos fenômenos mais espantosos
da vida psíquica. Que é uma fantasia? É um pequeno romance de bolso que carregamos sempre conosco e que podemos abrir em qualquer lugar sem que ninguém veja nada nele, no trem, no café e o mais frequentemente em situações íntimas. Acontece às vezes de essa fábula interior tornar-se onipresente no nosso espírito
e, sem nos darmos conta, interferir entre nós e nossa realidade imediata. Concluímos então que muita gente vive, ama, sofre e morre sem saber que um véu sempre deformou a realidade dos seus laços afetivos. (Nasio)

Reflexões de Freud

Eu sou apenas um iniciador. Consegui desencavar monumentos soterrados nos substratos da mente. Mas ali onde eu descobri alguns templos, outros poderão descobrir continentes. (Freud)